• TVT
  • RBA
  • Rádio CUT
MENU

Paraíba participa de reunião do Fórum das CUTs do Nordeste

O presidente da CUT-PB, Paulo Marcelo e o Secretário de Formação, Tião Santos, participaram, na última semana, de reunião do Fórum das CUTs do Nordeste, realizada em Fortaleza, CE.

Publicado: 05 Agosto, 2019 - 11h05 | Última modificação: 05 Agosto, 2019 - 11h08

Escrito por: Elara Leite

Divulgação
notice

O presidente da CUT-PB, Paulo Marcelo e o Secretário de Formação, Tião Santos, participaram, na última semana, de reunião do Fórum das CUTs do Nordeste, realizada em Fortaleza, CE. O evento discutiu, entre outros assuntos, a criação do Consórcio de Governadores do Nordeste e os panoramas do movimento sindical na atual conjuntura. As nove CUTs do Nordeste participaram da atividade.

Criado em 2013, o Fórum se reúne periodicamente para discutir a realidade regional das lutas sindicais. Nesta reunião, conforme Paulo Marcelo, foi discutida a realidade momentânea por que passa o país com o governo Bolsonaro, em relação à falta de políticas públicas e de investimento em emprego, saúde e habitação no Brasil, bem como a importância das CUTs nesse debate.

“Tratamos do Consórcio Regional dos Governadores do Nordeste, que surgiu oficialmente na última semana, do ponto de vista da importância do movimento sindical se empoderar e participar desse debate também. Foi apresentado para nós o que é o Consórcio e nós vamos nos organizar para tentar ter assento também, debater as políticas públicas, todas as políticas sociais do Nordeste e levar as CUTs para a discussão”, pontuou Paulo.

Outro assunto tratado foi o calendário de lutas, incluindo a Marcha das Margaridas, que será realizada nos dias 13 e 14 de agosto, na qual a CUT-PB participa da coordenação-geral na Paraíba. Outro ponto foi a dificuldade que passa o movimento sindical, debatida pelo Secretário Nacional da CUT, Sérgio Nobre.

“Estamos nos organizando para apresentar um projeto de organização do movimento sindical. O Governo Bolsonaro quer destruir o movimento sindical no país e nós, através dos movimentos sindicais, vamos propor uma discussão para a representação dos trabalhadores. Vamos conversar muito com os deputados, com os senadores, com o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, que também já falou que não é importante destruir a organização dos trabalhadores. Nós vamos depositar essa fala e de outros deputados, que durante suas campanhas procuram o movimento sindical e se elegem e reelegem com votos também dos trabalhadores, para mostrar a eles a importância do movimento sindical no país”, acrescentou o presidente da CUT-PB.

Sobre o Fórum

A presidenta da Escola Nordeste de Formação da CUT-PB, Lúcia Maria da Silveira, explica que o Fórum foi um instrumento criado pela região Nordeste com as nove CUTs para pensar estrategicamente a política de unidade, as diversidades, o desenvolvimento do Nordeste e como as CUTs conseguem juntas atuar pensando o local.

“Precisamos pensar em como nós, trabalhadores do Nordeste, CUTs do Nordeste, nos posicionamos, nos colocamos diante inclusive de um congresso nacional que acontecerá de 7 a 10 de outubro. Como o Nordeste vai chegar? Temos 1480 sindicatos filiados à CUT nacional, diga-se é um número razoável de sindicatos filiados em que a região precisa se colocar e dizer a que veio”, explicou.

Lúcia observou que a participação das CUTs do Nordeste vai além da eleição, buscando atuar na gestão nacional, em todos os segmentos que a CUT disponibilizar. “Enquanto fórum, chamamos pessoas que debatam temas que estão afetando a região, ou seja, os temas que precisamos entender melhor e nos capacitar. O Fórum ajuda e faz com que a região participe desses debates e também consiga se fortalecer enquanto unidade”, afirmou.

O presidente da CUT-PB, Paulo Marcelo, lembrou que o Fórum das CUTs do Nordeste é o único formalmente organizado e que o encontro regional no qual foi lançado, em 2013, aconteceu na Paraíba. “É uma experiência muito rica, porque todos os Estados chegam ali com suas experiências, avaliações e a partir disso vamos construindo propostas e propondo políticas para os Governos estaduais e nacional. Uma experiência única no Brasil e da maior região, com nove Estados”, concluiu.