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Manifestação reúne 30 mil pela educação em João Pessoa

Além da capital paraibana, outras cidades também realizaram atos públicos e mobilizações

Publicado: 31 Maio, 2019 - 17h54

Escrito por: Elara Leite

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Fazendo história nas lutas sociais, 30 mil pessoas foram às ruas da capital paraibana na quinta-feira última (30), contra os cortes realizados pelo Governo na educação. Um verdadeiro tsunami de pessoas, como o movimento se anunciou nas redes sociais, estudantes, professores, ex-alunos, familiares, movimentos sociais, sindicatos e partidos de esquerda se concentraram na UFPB para depois sair em caminhada até a Praça da Paz, nos Bancários, onde trabalhos acadêmicos foram expostos e uma calourada cultural foi realizada. A hashtag que prometia #dia30vaisermaior, em comparação com a primeira manifestação, dia 15 deste mês, se concretizou.

O próximo passo, de acordo com o presidente da CUT-PB, Paulo Marcelo, é organizar a greve geral do dia 14 de junho, um movimento nacional que pretende parar o Brasil contra a Reforma da Previdência, o desemprego e o desmonte do país que vem sendo provocado pelo Governo. Para isso, a primeira plenária das centrais sindicais será realizada nesta terça-feira (4), às 17h, no Sinttel. Além disso, para ele, é preciso conversar ainda com as representações organizadas dos estudantes para adesão à greve geral.

A respeito do protesto da quinta-feira última (30), Paulo Marcelo destaca que o público universitário teve adesão massiva ao movimento, incluindo ainda os estudantes e docentes do IFPB que vieram participar da atividade. “O Campus universitário ficou vazio, veio gente de vários IFs, alunos de escolas da rede pública e privada, além da comunidade em geral que também participou. Foi uma verdadeira festa democrática e isso põe mais fogo no que será o dia 14 de junho, com todas as categorias”, ressaltou.

De acordo com o presidente da CUT-PB, as categorias vêm sinalizando para o fechamento do comércio e a oferta reduzida de ônibus e trens no dia da greve geral. “Será um grande dia de protesto nacional porque a classe trabalhadora não aguenta mais o número crescente de desempregados, as políticas públicas todas sendo eliminadas, não existe expectativa de emprego, a economia começa a entrar em uma recessão e para completar esse corte na educação”, completou o sindicalista.

Paulo Marcelo acrescenta ainda que a onda de protestos se dá, além do desmonte das políticas públicas, pela falta de iniciativa do Governo em apresentar um projeto para o crescimento do país. “É uma inércia total como nunca se viu. Em cinco meses de governo não tem um projeto que aponte para o país. Espero que seja a maior greve dos últimos anos no Brasil, lutando pelo direito à aposentadoria e contra a Reforma da Previdência. Para aumentar o crescimento do país não precisa tirar os direitos dos pobres como esse governo quer fazer”, disse.

Para Paulo, “o Governo mexeu em uma das políticas que está entre as mais importantes de um país. Um país sem investimento na educação é um país cego, subserviente, dependente. E quando mexeu na educação do filho do pobre que não pode pagar uma universidade, mexeu exatamente na espinha dorsal do crescimento do Brasil. É por isso que considero que esse sentimento chegou não só no alunado, mas nos professores, que também serão atingidos pelos cortes”.

Ele acrescenta ainda que os professores, além de ter o impacto dos cortes das verbas, sofrerão ainda com a Reforma da Previdência, o que, segundo o presidente da CUT-PB, será um dos fatores mais fortes para a união dessa categoria à greve do dia 14 de junho. “Precisamos continuar na rua, lutando exatamente pela educação, emprego de qualidade, saúde e segurança. A violência está crescente, inclusive com a escalada do feminicídio. E a gente tem que dar um grito de revolta contra isso”, convocou.