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Grito dos Excluídos acontece nesta sexta com clamor pela soberania nacional

Nesta sexta-feira (6), véspera da Independência do Brasil, movimentos sociais, centrais sindicais, frentes populares e demais entidades da sociedade civil reúnem-se em concentração na Catedral

Publicado: 05 Setembro, 2019 - 18h37

Escrito por: Elara Leite

Divulgação
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Nesta sexta-feira (6), véspera da Independência do Brasil, movimentos sociais, centrais sindicais, frentes populares e demais entidades da sociedade civil reúnem-se em concentração na Catedral de Nossa Senhora das Neves, às 14h, para clamar pela soberania nacional. A CUT-PB vem participando de toda a organização do ato.

                O lema deste ano será: “Esse sistema não Vale! Lutamos por justiça, direitos e liberdade”. A manifestação, originalmente organizada por pastorais da Igreja católica e movimentos sociais, terá o formato de ato interreligioso com segmentos excluídos da população. Durante a concentração, haverá uma tenda para recolhimento de assinaturas por Lula Livre e contra a privatização dos Correios.

Paulo Marcelo, presidente da CUT-PB, explica que a CUT-PB vem participando de várias edições e que, a cada ano que passa, o número de excluídos da sociedade tem aumentado, por isso, neste ano, o ato torna-se bastante representativo. “Este ano o ato tem toda razão de acontecer protestando contra tudo o que está acontecendo no Brasil. O povo hoje está sendo excluído das políticas públicas, da educação, da saúde, da moradia. Até o Bolsa Família vem sendo atacado. Continua a exclusão dos trabalhadores e das trabalhadoras porque até o momento o desemprego não tem dado sinais de diminuição. Toda a comunidade precisa estar presente, os trabalhadores, a igreja, o movimento sindical”, comentou o presidente da central.

                Seis alas temáticas estão previstas para o ato, que será semelhante a um carnaval fora de época, com alas diferenciadas que levarão mensagens àqueles que presenciarem a atividade. O Abre Alas ficará por conta da batucada do Levante Popular da Juventude. A CUT-PB ficará na última ala, juntamente às demais centrais sindicais, levantando a bandeira sobre trabalho, Previdência e soberania nacional. Conheça as alas do desfile:

1- Educação

2- Crianças, idosos e pessoas com deficiência

3- Trabalho no campo e defesa do meio Ambiente

4- Mulheres, LGBTQ, negritude

5-Moradia e Saúde

6-Trabalho, Previdência e soberania Nacional

                Após a concentração, os participantes sairão em caminhada até a Lagoa. Os participantes levarão camisas, bandeiras e objetos que simbolizem sua luta. Durante o percurso, entidades terão direito a voz. Ao final, uma ciranda será realizada na Lagoa, próximo às paradas de ônibus.

                O ano de 2019 começou com uma tragédia de destruição e morte provocada pelo crime da Vale em Brumadinho. Depois, vieram as queimadas criminosas na região amazônica. O objetivo do ato é lembrar que esses são alguns dos exemplos da ganância de um sistema que coloca o lucro acima da vida e do planeta.

                Outro fato que chama atenção em 2019 é o realçamento da crise econômica, com a completa estagnação da economia. Os desempregados, os que desistiram de procurar emprego e os ocupados precarizados já somam 28,4 milhões de pessoas, conforme o IBGE. Essa será outra bandeira do ato público.

                A postura do governo federal também aponta para o fim dos direitos sociais, com a Reforma da Previdência; o fim do Programa Minha Casa, Minha Vida; os cortes na educação, em todos os níveis e os ataques à ciência, às universidades e a liberdade de ensino. Aliado a isso, surgem as privatizações, com o objetivo de entregar instrumentos fundamentais para alavancar o desenvolvimento nacional. Neste ano, mais do que em outras oportunidades, a mensagem do Grito dos Excluídos é a defesa da liberdade de lutar, nos movimentos sociais, nas entidades sindicais e estudantis.

Paulo Marcelo acrescenta que é preciso protestar contra a postura autoritária do governo. “Esse governo só se pauta de maneira muito agressiva, elogiando a ditadura, criminalizando os movimentos e acho que é um momento de ir às ruas com esse sentimento de que não queremos esse país que está sendo apresentado. Queremos um país que apresente solução para o desemprego, a saúde, a educação, a moradia, o bem-estar, o meio ambiente e todas essas políticas serão abordadas no ato. Aproveito para convidar todos os trabalhadores das categorias e que o movimento sindical se faça presente”, concluiu.