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Gleisi: candidatura de Lula não pertence mais ao PT, é da população

Para presidenta do partido, possível prisão do ex-presidente tornará o Brasil "uma republiqueta de bananas". Defesa diz que tomará "todas as medidas legalmente previstas"

Publicado: 05 Abril, 2018 - 16h10

Escrito por: Redação CUT

 RICARDO STUCKERT
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A presidenta nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), afirmou nesta quinta-feira (5), após reunião no Instituto Lula, em São Paulo, que a candidatura do ex-presidente Lula está mantida. "Primeiro, porque é inocente. Segundo,  porque a candidatura não pertence mais ao PT, mas a parcela expressiva do povo brasileiro". Segundo a senadora, o ex-presidente "está bem, está sereno, tem a consciência tranquila". 

Gleisi falou também sobre a repercussão negativa na imprensa internacional, disse que parte do STF abriu mão do papel de guardião da Constituição e que, caso se efetive a prisão do ex-presidente, o país se tornará "uma republiqueta de bananas". 

"Se houver qualquer violência ao ex-presidente, nós consideramos uma prisão política e que vai expor o Brasil ao mundo. Viraremos uma republiqueta de banana."

A presidenta do PT não adiantou quais podem ser os próximos passos da defesa de Lula. "A estratégia jurídica está sendo discutida com seus advogados" – a defesa informou que tomará "todas as medidas legalmente previstas" para evitar a antecipação da pena. 

Em nota, os advogados afirmaram que "a defesa irá tomar todas as medidas legalmente previstas para evitar que a antecipação da pena imposta automaticamente pelo TRF4 seja executada, porque é incompatível com a Constituição Federal e com o caráter ilegal da decisão que condenou Lula por crime de corrupção baseado em 'atos indeterminados' e sem a comprovação de qualquer solicitação ou recebimento de vantagem indevida".

Para eles, "a condenação imposta a Lula desafia a jurisprudência dos Tribunais Superiores e também os precedentes das Cortes Internacionais de Direitos Humanos".

Lula se reuniu nesta quinta com aliados, como a ex-presidenta Dilma Rousseff e o ex-prefeito e ex-ministro Fernando Haddad.

 

 

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