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CUT-PB repudia caso de racismo que resultou em morte no Carrefour

Homicídio aconteceu um dia antes do Dia da Consciência Negra

Publicado: 20 Novembro, 2020 - 14h04 | Última modificação: 20 Novembro, 2020 - 14h10

Escrito por: Ascom CUT-PB

Divulgação: Marcha Unificada da Negritude da PB
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Em JP, acontece ato às 17h em frente ao Carrefour do bairro dos Bancários

Foi no estacionamento do Carrefour de Porto Alegre, que João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, foi brutalmente assassinado por dois seguranças do supermercado, na noite desta quinta-feira (19). Vídeos que circulam nas redes sociais mostram cinco minutos de espancamento, através de socos e pontapés, contra o homem negro, por parte dos dois seguranças brancos. Quem estava no local, nada fez.

De acordo com informações divulgadas pela imprensa, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas o homem morreu no local. Atos estão sendo convocados em todo o país, inclusive em João Pessoa. Na capital paraibana, um ato foi convocado para as 17h, em frente à unidade do Carrefour nos Bancários, zona sul da cidade.

Para Clodoaldo Gomes, secretário de igualdade racial da Central Única dos Trabalhadores da Paraíba (CUT-PB), o ato de hoje é importante para a luta antirracista. “Nós temos os nossos próprios George Floyds. Mais uma pessoa foi assassinada pelas forças de segurança. Temos que seguir o exemplo do povo americano, que foi às ruas contra o racismo e violência. Precisamos ter a mesma postura, denunciar o que aconteceu, ainda mais nas vésperas do Dia da Consciência Negra”, afirmou.

No caso do Carrefour de Porto Alegre, os dois seguranças que assassinaram João Alberto foram presos em flagrante. Um deles, policial militar, foi encaminhado para um presídio militar. O outro, está em um prédio da Polícia Civil do Rio Grande do Sul.

João Alberto é mais uma vítima da violência brasileira contra negros e negras. De acordo com dados do Atlas da Violência 2020, a taxa de homicídio entre os negros (pretos e pardos) a cada 100 mil habitantes saltou 11,5% em 10 anos, saindo de 34 para 37,5. Apesar dos avanços, há muito ainda para lutar. Todo dia é dia de lutar por igualdade, justiça e respeito em nossa sociedade.