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CUT-PB repudia ataque de Bolsonaro à autonomia da UFPB

Último colocado na lista tríplice, professor Valdiney Gouveia, foi nomeado reitor da instituição nesta quinta-feira (5); decisão fere valores democráticos do Brasil

Publicado: 05 Novembro, 2020 - 18h12

Escrito por: CUT-PB

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UFPB vira alvo dos desmandos antidemocráticos de Bolsonaro

A Universidade Federal da Paraíba (UFPB) é o mais novo alvo dos desmandos e ataques do governo Bolsonaro. Presidente da República desprezou o resultado da consulta para a Reitoria e nomeou o candidato menos votado, apresentado no terceiro lugar na lista tríplice de candidaturas após votação.

A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta quinta-feira (5) e ainda apontou a data de posse da chapa escolhida, formada por Valdiney Veloso Gouveia e Liana Filgueira Albuquerque, que deve acontecer no próximo dia 11 de novembro.

A eleição para mandatário ou mandatária da instituição aconteceu no último dia 27 de agosto e foi vencida pela Chapa2 composta pelas professoras Terezinha Domiciano e Mônica Nóbrega, que contaram com aproximadamente 10 vezes mais votos do que o grupo escolhido por Bolsonaro.

O presidente da CUT-PB, Tião Santos, repudiou o que disse ser “mais um ato de truculência do genocida Bolsonaro contra a democracia” e solidarizou-se com a comunidade acadêmica e à chapa vencedora da disputa eleitoral. Ele ainda destacou que a Central Única dos Trabalhadores e Trabalhadoras estará à disposição para somar forças na luta e resistência contra a nomeação.

“A CUT é solidária com a UFPB por ter eleito democraticamente representantes para conduzir os destinos da universidade e agora enfrenta esse ataque aos direitos e princípios da democracia, promovidos por Bolsonaro, que mais uma vez passa por cima dos direitos da comunidade acadêmica com truculência; um ataque que também atenta contra a classe trabalhadora da instituição”, disse Tião. “Esse governo não tem respeito pelos valores democráticos, muito menos pensa no desenvolvimento de nossa educação; por isso nos colocamos à disposição da Universidade para compor ações de resistência contra essa medida arbitrária desse governo genocida”, concluiu.

A escolha tem mobilizado  a comunidade acadêmica para proteger a principal instituição de ensino do Estado. Grupos e instituições defensoras da democracia marcaram manifestações na UFPB a partir desta quinta-feira (5)