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CUT-PB apoia greve geral do Sintab em CG

Profissionais da Educação reivindicam vacinação em massa e condições de trabalho para o retorno das aulas

Publicado: 12 Fevereiro, 2021 - 07h26 | Última modificação: 12 Fevereiro, 2021 - 07h31

Escrito por: Ascom CUT-PB

Divulgação
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A greve geral começou no dia 1º de fevereiro.

A Central Única dos Trabalhadores da Paraíba (CUT-PB) reforça apoio de greve geral promovida pelo Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais do Agreste e Borborema (Sintab) em resistir à decisão da Prefeitura de Campina Grande em forçar o retorno das aulas, ainda que em sistema híbrido, em um momento de crise sanitária e em defesa à vida dos alunos e trabalhadores.

Entre as pautas de luta do Sintab, além de defender a vida e dizer não à volta das aulas, também estão a cobrança do 14º salário de quem tem direito; a recarga do vale-transporte sem atrasos e agilidade na implantação dos Planos de Cargos, Carreiras e Remuneração dos Servidores Públicos (PCCR).

Para o presidente da CUT-PB, Tião Santos, é importante o apoio da Central ao Sintab neste momento de luta. “Nós não concordamos e repudiamos as medidas do Governo e das Prefeituras que estão forçando o início do ano letivo e expondo os profissionais da Educação”, afirmou. “Ainda que de forma híbrida, apesar dos protocolos das escolas, os profissionais e os alunos dependem do transporte público para se locomover, onde sabemos que não tem medida de segurança o suficiente de prevenção à Covid-‘19”, disse o presidente.

O presidente da CUT-PB se solidariza e soma-se à greve em meio a maior crise sanitária já registrada no país. “Se os gestores tanto estadual quanto os municipais continuarem insensíveis à pandemia e defendendo o retorno às aulas sem a imunização de todos os envolvidos não temos outro jeito do que convocar uma greve geral na Educação da Paraíba”, ressaltou Tião Santos.

Entenda a Greve

O Sintab deflagrou a greve no dia 1º de fevereiro e permanece até o atual momento. De acordo com o Sindicato, os profissionais municipais só devem retornar às aulas quando houver a vacinação em massa da população, incluindo os trabalhadores da educação. Eles também só iniciarão as aulas de forma remota se forem oferecidas condições ideais para tanto.

Na manhã da última terça-feira (9) houve uma nova assembleia virtual, onde contou com 500 servidores da educação de Campina Grande e, mais uma vez por unanimidade, decidiram manter a greve geral. Até o momento, não houve resposta da gestão municipal sobre as reivindicações.