CUT Paraíba mobiliza sindicatos em defesa dos serviços e dos servidores públicos
Na pauta do debate, o plebiscito popular, a mobilização contra PEC 66 e a Reforma Administrativa
Publicado: 24 Julho, 2025 - 09h29 | Última modificação: 24 Julho, 2025 - 09h36
Escrito por: SECOM/CUTPB | Editado por: SECOM/CUTPB

A reunião com os sindicatos dos servidores públicos realizada pela CUT Paraíba no Sintect PB nesta quarta-feira (23), movimentou representantes das três esferas, federal, estadual e municipal.
Na pauta do debate, o plebiscito popular, a mobilização contra PEC 66 e a Reforma Administrativa, a necessidade de ação do movimento sindical em um momento convergência popular em torno das pautas do movimento sindical.
Na abertura, Tião Santos, presidente da CUT/PB destacou a necessidade de reforçar as narrativas em defesa das pautas da classe trabalhadora. “A mídia diz que a PEC 66 é um respiro para as gestões, quando na verdade trata-se da legalização de um calote, e não ouvimos na mídia também que essa reforma administrativa acaba com o serviço público, atingindo quem recebe e quem presta o serviço”, alertou.
Em sua análise de conjuntura, o Professor Felipe Baunilha (Sintep-PB) levantou a gravidade do momento político e social que estamos vivendo, “ousaria dizer que o momento que vivemos se compara ao momento que vivemos pré-golpe à presidenta Dilma e ao povo brasileiro em 2015, porque duas questões que o movimento sindical nunca cansou de pautar, resolveram mostrar suas facetas: o imperialismo e a luta de classes”, destacou.
Joel Cavalcante, secretário de comunicação da CUT/PB e Magali Pontes, tesoureira da CUT/PB, destacaram o trabalho para aumentar o alcance das pautas do plebiscito popular, pelo fim da escala 6x1 e pela taxação dos super ricos, “precisamos amplificar e nos aproximar de nossas bases nessa segunda fase do plebiscito, que busca mais justiça social, melhoria na qualidade de vida, isso se enquadra na luta de classes”, ressaltou Joel. Magali abordou a importância da mobilização pelo plebiscito para pressionar os parlamentares, “esse que está aí é o pior congresso da história, que age contra o povo, e o plebiscito é uma oportunidade singular de nos conectarmos com as ruas”, afirmou Magali.
Tony Sérgio, secretário geral da CUT/PB, ressaltou a necessidades de atos para pressionar os parlamentares e Franklin Ikaz (Sintab) provocou os sindicalistas sobre o poder de mobilização do movimento sindical e a aproximação com as bases. “Precisamos articular um movimento no estado para pressionar não só o presidente da Câmara que é paraibano, como os outros parlamentares de nosso estado”, afirmou Tony Sérgio. Franklyn Ikaz destacou que o momento é oportuno para ir às ruas, “nós temos pautas atuais, que diferente de outras conjunturas, atingem tanto o segmento privado quanto o segmento público, podemos fazer uma agitação em todo o país como nunca, são pautas que tem o apoio popular”, afirmou Franklyn.