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“A CUT é fundamental para a luta da classe trabalhadora”, diz Ricardo Berzoini

A plenária virtual sobre “Conjuntura e Desafios do Movimento Sindical” terá participação do ex-ministro das Comunicações do Governo Dilma e o presidente da CUT-PB Tião Santos

Publicado: 14 Setembro, 2020 - 08h32 | Última modificação: 14 Setembro, 2020 - 09h57

Escrito por: Ascom CUT-PB

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O evento será realizado através da plataforma do Google Meet

Acontece nesta terça-feira (15), a partir das 15h, a Plenária Virtual “CUT e sindicatos na luta para garantir direitos”, com participação do presidente da Central Única dos Trabalhadores da Paraíba (CUT-PB) Tião Santos e Ricardo Berzoini, sindicalista e ex-ministro das Comunicações do Governo Dilma.

Durante os Governos Lula e Dilma houve a valorização do salário mínimo e a geração de 20 milhões de empregos formais. Para Ricardo Berzoini, este período foi o momento em que os Sindicatos mais estiveram organizados e mobilizados. “A partir do golpe tivemos sempre presidentes que ojerizam os direitos trabalhistas e lidam sempre com repressão quando se relacionam com o movimento sindical”, afirmou.

O sindicalista e ex-ministro das Comunicações também acredita que o desafio nesse momento é mobilizar os Sindicatos para que o centro da pauta de discussão seja os direitos trabalhistas. “O papel da CUT é fundamental para que possamos unificar as lutas. Sei que as lutas corporativas são necessárias, mas elas não devem ser o centro da pauta. O centro é a classe trabalhadora”, disse. Ele ainda afirma que os Sindicatos devem ser solidários e organizar lutas para que a categoria tenha uma nova realidade no mundo trabalhista, “este é o desafio da CUT e dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiras”, concluiu.

A plenária

O evento será realizado através da plataforma do Google Meet e terá como ponto principal a discussão sobre a conjuntura e os desafios do movimento sindical. Segundo o presidente da CUT-PB, Tião Santos, a plenária tem como objetivo mobilizar e articular os sindicatos para discutir e tirar estratégias de enfrentamento ao desmonte do Estado de Direito.

Ainda para o presidente da CUT, a classe trabalhadora está cada dia mais atacada pelo atual Governo. “Temos que fazer com que os nossos sindicatos se envolvam e se empenhem na luta de resistência contra os ataques que o Governo implementa através de suas medidas”, afirmou.

A CUT-PB quer mobilizar e sensibilizar os Sindicatos para que incorporem e abracem a causa em defesa da classe trabalhadora.

Agenda de lutas da CUT

A pandemia da Covid-19 ainda segue sem controle no Brasil durante o 2º semestre de 2020. Desta forma, os trabalhadores e trabalhadoras continuam sofrendo ataques do Governo Bolsonaro, com redução de salários e direitos.

Durante a reunião da Executiva Nacional da CUT, nos dias 27 e 28 de agosto, foi aprofundada a reflexão sobre o cenário de ataque à classe trabalhadora e foram definidas novas agendas de lutas para todas as centrais nos Estados. Entre as temáticas, há duas que são fundamentais a serem trabalhadas durante este segundo semestre, são elas: a defesa dos serviços públicos e estatais que estão sendo ameaçados com a Reforma Administrativa e a disputa de projeto no processo eleitoral, através da plataforma da CUT para as Eleições Municipais 2020.

Em relação à luta em defesa dos serviços público e estatais, a CUT defende a construção de um movimento unitário das categorias das empresas públicas, principalmente a defesa do Sistema Único de Saúde (SUS), que tem se colocado como prioridade, pois é através do sistema que é visibilizada a importância do estado e de um serviço público de saúde com qualidade.

Sobre a disputa no processo eleitoral,  a CUT defende que as candidaturas do seu campo sejam articuladas nos municípios para disputar a concepção de cidade e de políticas públicas para a população.

Conheça outras pautas da luta

  • A luta contra as demissões: durante o período de vigência da MP 936, agora Lei 14.020, houve uma perda de 30% da massa salarial (com as reduções de salário e suspensão de contratos). O governo prorrogou essa lei por mais dois meses, o que uma vez encerrada a sua validade, haverá uma onda de demissões e os sindicatos cutistas devem estar preparados para organizar a resistência da classe trabalhadora.

 

  • A precipitação da volta às aulas: a CUT é contra a volta às aulas sem as adequações e condições sanitárias. Esta luta não é exclusiva dos professores e auxiliares, mas sim do conjunto da classe. Forçar as aulas presenciais sem o achatamento da curva de contágio e sem testagem, coloca em risco a vida de toda a comunidade vizinha às unidades escolares.

 

  • Fortalecer as Campanhas contra as Medidas e Reformas que retiram direitos do trabalhador: entre as pautas, estão a derrubada do veto ao Projeto de Lei, conhecida como Assis Carvalho, que não considera agricultura familiar e combate à Carteira Verde e Amarela, além de lutar pela regulamentação do trabalho por aplicativo.

 

  • Potencializar as campanhas salariais: a articulação da classe trabalhadora é fundamental e é papel da CUT participar desta luta, pois os patrões estão utilizando o pretexto da pandemia para atacar direitos e conquistas, além de negar reajustes salariais.